6 de novembro de 2016

Só mais uma "estória" de pescador.

6 de novembro de 2016
 Juca passeava na cidade, quando encontra com seu compadre Joca...



Juca: Tarde cumpadi!
Joca: Tarde... quanto tempo cumpadi!
Juca: Cumpadi, ocê num vai creditá nu qui cunteceu cumigo onti.
Joca: Uai cumpadi. Diga u qui cunteceu.
Juca: Onti eu sai cedin pra caçar, divia ser umas 5 hora da manhã. Peguei minha ispingarda, meu facão e minha muchila e fui me indo pra mata.
Quando cheguei lá o dia já tava clariandu. Fui andanu quetin pra ninhum bichu me orvi. Du nada orvi um baruio, olhei pra trás pra vê o qui era. Ocê num cridita nu qui era.
Joca: O qui era cumpadi?
Juca: Era duas onça, duas onça cumpadi.
Joca: Nossa cumpadi Juca, o que ocê fez?
Juca: Cumpadi... fiz o qui era pricisu. Saquei a ispingarda e oiei pra ver a munição. Só tinha uma bala.
Joca: Intão cê correu delas?
Juca: Não cumpadi.
Eu peguei meu facão e infinquei ele nu chão. Mirei nele e atirei. A bala bateu nu facão, si dividiu in duas e cada metadi acertô uma onça. Matei as duas cum tiro só.
Fiquei tão filiz qui comecei pular e peguei uma pomba qui tava avuando ali perto.
Joca: Sorti dobrada cumpadi.
Juca: Tripla cumpadi. Puquê puxei meu facão e tinha um tatu nele.
Joca: Não sei o qui dizer cumpadi.
Juca: É estória viridica cumpadi.
Joca: Eu criditu cumpadi. Eu num sei o qui dizer puquê aconteceu igualzin cumigu semana passada. Só qui eu peguei foi dois tatu cumpadi.
Hehe
 
Espero que tenham gostado do texto.

Autor: Um pescador da minha escola.