27 de janeiro de 2017

O Beco 33 - Conto de Janeiro/2017

27 de janeiro de 2017
O Beco 33




 GreenTown, uma pacata e sossegada cidade do interior. Onde vielas são o meio mais comum de ir de um lado a outro. Mas, quase sempre, elas terminam em becos. Para visitantes, isso é desconfortável. Pois, ninguém quer ficar perdido em um beco escuro. E para os moradores da cidade, são só mais um lugar esquisito.
 Mesmo a cidade tendo vários e vários becos. Um se destaca. O "Beco 33", como é conhecido. Este beco não tem casas ou loja nele. É apenas um beco. Com muros por todos os lados e um pequeno portão em um dos lados da parede final do beco. Pequeno mesmo, este portão parece que foi feito para crianças. Mas nenhuma criança de GreenTown tinha coragem nem de entrar no beco. Quanto mais passar pelo portão que dava ao fundo de um a velha fábrica.
  A antiga fábrica se chamava "Paper Process". Uma fábrica que, na verdade, só reciclava papéis velhos da cidade. Até que faliu e fechou.
  Mas, mesmo após 20 anos fechada, Paper Process escondia alguns mistérios. Um deles era o portão no Beco 33. Muitos diziam que viram e viam pessoas e animais passando por ali e desaparecendo. 

 - Mas como alguém conseguiria passar por aqui? - a cidade se perguntava.

O portão era quadrado, com cerca de 50 centímetros de altura e de largura. Só uma criança passaria ali.
 Mas os relatos eram perturbadores e quase sempre os mesmos indivíduos passavam pelo beco.
 Um homem vestido formalmente de terno e gravata. Acompanhado de uma dama de vestido longo.
 Um velho soldado a cavalo.
 Uma senhora com sua enorme bolsa.
 Três homens passeando com três moças e quatro crianças.
Sempre, as mesmas pessoas.
 GreenTown estava sendo conhecida como "a cidade do desaparecer" por conta do beco. E muitos repórteres e jornalistas começaram a visitar a cidade em busca de respostas.
 Um jovem jornalista chamado Jackson, ficou 3 meses observando o beco. Viu todos os indivíduos que a população descrevera para ele. Ele os seguia para ver como eles sumiam, mas falhava a cada tentativa. Essas pessoas, simplesmente, desapareciam a frente da parede no fundo do beco.
 Quando ele ficava nas proximidades do beco aguardando "as pessoas que somem", aguardava elas aparecerem e as seguia. Andando vagarosa e sutilmente, as perdia de vista próximo ao portão.
 As vezes que esperou no portão para ver se alguém aparecia, nada acontecia. Ninguém apareceu em todas as tentativas.
 Sem respostas e com muitas duvidas, o jovem volta curioso para sua cidade.

 Não só ele, como todos na cidade e arredores. Ninguém sabe o motivo real de pessoas passarem por lá, ou porque passam. Como passam ou como somem.
 Só sabemos que a velha fábrica esconde alguns mistérios que, provavelmente, nunca desvendaremos.
Fim!

Gostou?
Deixe um like e se inscreva no nosso Blog.
Deixe também sua opinião sobre a história.

Abraços!


Autor: Maicon A. Costa.
Plágio é crime.
Direitos reservados.